segunda-feira, 20 de março de 2017

Descobertas arqueológicas lançam luz sobre vida na época de Jesus

Um dos achados apresentado neste domingo foi um osso de calcanhar perfurado com um prego de ferro, utilizado para crucificar pessoas consideradas criminosas e heréticas na época de Jesus - AMIR COHEN / REUTERS

JERUSALÉM — Dezenas de objetos que datam do século I, apresentados neste domingo pela Autoridade de Antiguidades de Israel, permitem que os historiadores compreendam melhor a vida na época de Jesus Cristo, segundo um porta-voz da instituição.
Entre as dezenas dos objetos descobertos recentemente na região de Jerusalém e na Galileia, onde Jesus viveu, segundo a tradição, figuram vasos, utensílios de cozinha, restos de lagares para o vinho, ossários com inscrições em hebraico e pregos das crucificações — um deles cravado em um osso de calcanhar.
— Agora, podemos descrever de forma muito precisa a vida cotidiana desta época, desde o nascimento, através dos costumes alimentares e das viagens, até a morte, com os ritos funerários — explicou à AFP Gideon Avni, diretor da divisão arqueológica da Autoridade de Antiguidades.
A Pedra Magdala, uma das primeiras representações conhecidas de uma menorah, que acredita datarr do ano 70 dC - AMIR COHEN / REUTERS

A Autoridade conserva mais de um milhão de objetos descobertos em escavações e, todos os anos, recebe mais de 40 mil novos provenientes de 300 lugares, segundo Avni.
— Nestes últimos 20 anos, avançamos na compreensão do modo de vida de Jesus e de seus contemporâneos. A cada semana são descobertos novos elementos que permitem conhecer melhor este período. Encontramos em alguns ossários de nomes de personalidades conhecidas graças aos textos desta época — completou ele.
Um ossário com uma inscrição em letras hebraicas que formam a palavra "Yeshua", que seria o nome de Jesus nesse idioma - AMIR COHEN / REUTERS

A Autoridade de Antiguidades também apresentou neste domingo moedas da época bizantina descobertas há pouco tempo durante escavações nos vestígios de um edifício utilizado pelos peregrinos cristãos, perto de Jerusalém.
Essas moedas, que datam dos séculos IV e VII, foram encontradas em uma parede, como se seu proprietário tivesse tentado escondê-las, segundo a arqueóloga Annette Landes-Nagar.
— Esta descoberta constitui uma prova da invasão persa no fim do período bizantino, que levou ao abandono deste local cristão — contextualizou ela.



Conheça 10 sítios arqueológicos pelo mundo
Existem vestígios de construções antigas que nos levam a verdadeiras viagens no tempo para conhecer onde e como viviam civilizações que nos precederam na história. Gostaria de conhecer um lugar assim? Veja, a seguir, alguns dos mais incríveis sítios arqueológicos do planeta:
Machu Picchu, Peru
Construída no século 15, no coração dos Andes peruanos, a 2.500 metros acima do nível do mar,  a antiga cidadela de Machu Picchu é um dos principais vestígios da civilização Inca. Os turistas que visitam este impressionante sítio arqueológico vão embora deslumbrados com o tamanho, a beleza e a preservação da cidadela, embelezada pela natureza ao seu redor.
Pompeia, Itália
A 20 km de Nápoles, Pompeia se manteve oculta por mais de 1.600 anos após uma erupção do vulcão Vesúvio, que cobriu o local de lava, matando seus habitantes em 79 d.C.  Preservados de maneira perfeita, teatros, templos, banhos termais e casas foram descobertos em 1749, fazendo de Pompeia um dos mais incríveis sítios arqueológicos do mundo.
Angkor Wat, Camboja
Antiga residência real do império Khmer e gigantesco templo budista, Angkor Wat tem belas torres e construções que se estendem por mais de 200 km². Situado a 5 km da cidade cambojana de Siem Rap, o templo de Angkor é uma das maiores maravilhas históricas da Ásia.
Chichen Itzá, México
Importante sítio da civilização Maia, Chichen Itzá tem numerosos vestígios imponentes, como a Pirâmide de Kukulcán e o Templo dos Guerreiros e das Mil Colunas. Situado a cerca de 200 km da Riviera Maia, o sítio de Chichén Itzá atrai numerosos turistas  vindos do mundo inteiro.
Ruínas de São Miguel Arcanjo, Brasil
Situado no Rio Grande do Sul, o sítio arqueológico de São Miguel das Missões Arcanjo tem ruínas jesuíticas construídas entre nos séculos 17 e 18 em território guarani. Igrejas, residências e outras construções fazem parte do sítio numa área de 1.200 km², que é dividida entre o Brasil e o norte da Argentina

Acrópole de Atenas, Grécia
Parte alta de Atenas, a Acrópole tem monumentos históricos a uma altura de 150 metros sobre uma colina da cidade. Além do Partenon, mais famoso dos monumentos gregos, a Acrópole de Atenas tem outras construções de mais de 2.500 anos.
Luxor, Egito
Verdadeira joia histórica do Egito, o Templo de Luxor foi fundado na antiga Tebas, na margem esquerda do Rio Nilo, em 1.400 a.C. Dedicado ao deus Amon, o Templo tem diferentes construções e monumentos que mostram a verdadeira essência e a importância da cultura egípcia.
Éfeso, Turquia
Antiga cidade greco-romana situada no litoral sudoeste da atual Turquia, Éfeso foi, por muitos anos, a segunda maior cidade do império romano, apenas atrás de Roma, e chegou a ter 250 mil habitantes no século 1. Até algumas décadas atrás, as ruínas estavam praticamente esquecidas, mas  foram restauradas para virar um dos principais pontos turísticos da região.
Petra, Jordânia
Situada entre o Mar Vermelho e o Mar Morto, a 250 km de Amã, capital da Jordânia, a antiga cidade de Petra é uma maravilha arqueológica do Oriente Médio. Os impressionantes monumentos e construções talhados há mais de 2 mil anos na rocha das montanhas da região deslumbram qualquer visitante.
Mesa Verde, Estados Unidos
O Parque Nacional de Mesa Verde ocupa uma área de mais de 200 km²  no sudoeste do estado americano do Colorado. Mais de 600 casas de antigos habitantes da cultura Pueblo estão espalhadas pelo parque, construídas ao pé dos penhascos. Estima-se que as construções tenham sido erguidas entre os séculos